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Tendências da EaD no Brasil

Terça, 10 Janeiro 2012

Saiba como a educação será realizada em um futuro próximo

ead

O artigo “Tendências da educação online no Brasil” publicado por José Manuel Moran, nos mostra a situação atual da Educação a Distância (EaD) no Brasil e busca prever como essa educação será realizada em um futuro próximo. Educação a Distância é uma modalidade de ensino caracterizada pela separação física entre o professor e o aluno, onde o contato entre ambos é mediado por ferramentas e meios tecnológicos.

Segundo Moran mudanças na forma de ensino, ferramentas de apoio que serão utilizadas, flexibilidade de horário entre outras mudanças irão reinventar a educação nacional.

Em sua visão a educação será cada vez mais complexa, pois com as atuais transformações tecnológicas e cientificas que passamos é necessário um aprendizado continuo e mais profundo.

Mas esta provável complexidade tem seu lado positivo. O aprendizado será mais dinâmico, prático e, por que não, divertido. O professor deixará de ser o centro da informação, ou detentor do conhecimento, e passará a agir como um mediador/facilitador que busca guiar os alunos no caminho da educação, mostrando suas vertentes e possibilidades, provando a dinamicidade da informação, permitindo assim que o aluno formule suas próprias ideias e seja mais participativo, proativo e pensador.

Dessa forma será deixando de lado aquele ensino estático, frio, onde existe apenas um caminho, uma possibilidade, impedindo e desmotivando o aluno a buscar novas respostas e, o mais importante, criar novas perguntas, se questionar.

Para Moran as modalidades de ensino serão extremamente variadas, flexíveis e “customizáveis”, simplesmente para garantir que o ensino seja adaptável aos mais diversos perfis e situações no qual se encontram os alunos. Ele afirma também que o atual “e-learning”, ou educação pela internet, será apenas chamado de learning, pois, sua prática será tão comum que se tornará o padrão de ensino.

Vimos que o e-learning está crescento rapidamente não só no Brasil, mas em todo o mundo. Em um curto prazo de quatro anos (2002-2006) vimos este número crescendo de 6.6 Bilhões para 23.7 Bilhões.

As corporações se beneficiam desta modalidade de ensino para realizar treinamentos e, consequentemente, estender o know how dos seus funcionários. Esta prática está se tornando cada vez mais comum por causa, principalmente da competição e falta de tempo para realizar cursos presenciais, que são geralmente menos flexíveis e mais demorados.

Quando as universidades e escolas, podemos dizer que elas demoram um pouco mais para aderir ao e-learning. Pelo fato de serem mais conservadoras e por terem uma metodologia predominantemente presencial e, de certa forma, burocrática (quando nos referimos a validação dos certificados e coisas do gênero) as redes de ensino começaram organizando cursos parcialmente a distância e só depois de um certo tempo começaram a firmar a EaD como modalidade integral de ensino.

Neste inicio, quando o Ensino a Distância começa a adentrar nas universidades, os cursos de mestrado e doutorado foram os mais beneficiados, já que seus integrantes estão mais preparados e possuem, teoricamente, uma maior maturidade intelectual.

Sobre os AVAs (Ambientes Virtuais de Aprendizado) podemos perceber que nestes últimos tempos houve um incrível avanço nestes sistemas, que são responsáveis por fornecer os ambientes de ensino com todos os recursos necessários para interação e construção do aprendizado.

Estes ambientes digitais podem ser usados em conjunto com o ensino presencial, como suporte/incremento as atividades na sala de aula, ou podem ser usados de forma exclusiva, oferecendo um ensino totalmente online.

O que acontece frequentemente é certo curso EaD disponibilizar materiais didáticos (texto, hipertexto, recursos hipermediaticos...) cabendo ao aluno navegar pelos materiais, realizar as atividades propostas e dar as respostas, muitas vezes isolado, sem contato com o professor/orientador ou com os demais participantes do curso. Esta situação tem seu lado positivo assim como negativo.

Positivamente falando, este isolamento exercita a autonomia por parte do aluno e estimula a tomada de decisão sobre os caminhos a seguir na sequência dos conteúdos apresentados juntamente com a disciplina nos horários de estudos. Mas por outro lado, a falta de comunicação com o professor e o demais participantes, o impede de debater, questionar, tirar dúvidas quando houver, isto acarreta em um aprendizado limitado, frágil, incompleto.

Uma das formas mais eficientes é a aprendizagem coletiva onde, através de recursos disponíveis no ambiente, a tomada de decisões, diálogos entre participantes, troca de informações e experiências são constantes. Neste tipo de ambiente são frequentes a construção de grupos de estudo/debate que permitem aos participantes crescerem não apenas individualmente, mas também, coletivamente.

Moran nos mostra que existe uma variedade tecnologia amadurecendo e que com certeza agregará valor ao Ensino a Distância. Podemos destacar a videoconferência e a IP.TV (Uma televisão via satélite que conecta o professor aos alunos através do computador), também conhecida como Web TV.

Outra grande inovação é a televisão interativa onde, com ela surgem outras possibilidades de interação entre aluno e professor. Essas descobertas vão possibilitando novos rumos para a educação a distância, que, assim como a tecnologia, está em constante desenvolvimento.

O papel do professor também mudará drasticamente. “Ele será multitarefa, orientará muitos grupos de alunos, dará consultoria a empresas, treinamento e capacitações on-line, alternando esses momentos com aulas, orientações de grupos, desenvolvimento de pesquisas com colegas de outras instituições”.

É inquestionável que o uso das tecnologias na EAD está conquistando um espaço de destaque ao propiciar que modelos inovadores de ensino sejam desenvolvidos e utilizados. Hoje as IES (Instituições de Ensino Superior) e empresas continuam buscando, experimentando, acertando, errando, aprendendo e conquistando o seu espaço no mercado das tecnologias educativas.

Um crescente número de alunos que participam de cursos a distância está descobrindo que podem aprender por meio de um modelo que favorece um novo sistema educativo centrado no próprio aluno. Já os docentes que se aventuram em aprender a ensinar nesta modalidade estão vendo portas se abrindo em um mercado que necessita de pedagogos, designers instrucionais, tutores, dentre outros profissionais capacitados para atuar nessa modalidade.

Com tudo isso, novas metodologias de ensino e aprendizagem vêm sendo desenvolvidas, adaptadas e utilizadas na EAD a fim de permitir que o aluno aprenda a aprender e a compartilhar seus conhecimentos com outros a fim tornar-se peça chave no processo de construção do conhecimento.

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